sábado, 16 de março de 2013

CARTOGRAFIA - ELEMENTOS QUE CONSTITUEM O MAPA

Os elementos que constituem os mapas: os recursos, as escolhas e os interesses

Nessa unidade vamos estudar os diferentes mapas e como interpreta-los, lembrando que sempre tem um interesse (geralmente politico) por trás do mapa. 

Quando nos deparamos com um mapa devemos fazer uma série de perguntas: O que esse mapa representa? Que área está sendo representada?  De quando é esse mapa? 

Essas respostas são facilmente encontradas no título, na legenda, na escala e na fonte. Só quando respondemos a essas questões é que podemos fazer inferências mas criticas sobre o que esta sendo representado. 

Da página à página 10 temos uma série de mapas para interpretação, usem essas perguntinhas para completar as tarefas. 

A partir da página 11 vamos trabalhar com as projeções cartográficas e para melhor entender esse conteúdo é bom dar uma olhadinha no post anterior que fala só sobre isso. 

Aqui serão retratados 4 projeções diferentes: 
Projeção de Mercator
Projeção Peters 
Projeção de Bertin (1953)
Projeção Buckminster Fuller

Para entendermos melhor as suas diferenças e semelhanças vamos estudar o seu contexto histórico e o que cada mapeador precisava na época. 

Comecemos pela projeção de Mercator que é sem dúvida a mais conhecida do mundo. É uma projeção cilíndrica conforme e foi feita por Geraldo Mercator (1512-1594), nessa projeção a forma dos continentes são preservadas, mas as áreas são distorcidas. Quanto maior a distância em relação a Linha do Equador (onde está o foco da projeção), maior a distorção da área. 
O mapa foi feito no período das grandes navegações e por mais que não tenha sido a intenção do mapeador o mapa ficou conhecido como eurocentrista, porque a Europa está no centro do mapa e o norte é privilegiado. 


A Projeção de Peters, foi publicado pela primeira vez em 1973, ou seja, em um período pós guerra onde o colonialismo é duramente criticado.  Arno Peters que é o autor da projeção tinha grandes preocupações com as questões sociais, por isso ele irá favorecer os países do sul, que na época eram chamados de terceiro-mundo, daí essa projeção ficou conhecida como mapa do terceiro-mundismo. 
A Projeção de Peter é uma projeção equivalente, onde as áreas são preservadas, mas formas são distorcidas, gerando o alongamento do continente.


 Projeção de Bertin: A projeção Bertin (1950), que mantém uma relação de fidelidade com as superfícies dos continentes, a grade de coordenadas não possui uma configuração perpendicular, pois todos os meridianos se dirigem, formando curvas, para uma representação do pólo que se encontra no meio do mapa. 


Projeção de Buckminster Fuller: Trata-se de uma projeção cuja centragem é no pólo norte (as centragens podem variar) e que favorece a manutenção das formas e das proporcionalidades das terras emersas em detrimento dos oceanos. Quando esse autor criou essa projeção ele subverteu a visão convencional de um Norte e de um Sul, o que permitiria uma apreensão de um mundo “menos” hierarquizado.  
Montada sobre uma superfície de  poliedro (primeiro um  cuboctaedro e depois um  icosaedro), com ela é possível separar-se a superficie da terra numa rede de muitas formas, planificando-a para formar um mapa-múndi bidimensional que retém a maior parte da integridade proporcional relativa do globo.
Uma característica distinta do Dymaxion é que não possui uma direção que “aponte” para cima, ou seja, quebra o que Fuller chamou de enviesamento cultural, pois no mundo não haveria acima ou abaixo, mas sim dentro e fora. A Europa perde sua centralidade relativa e a América, como Asia, África, Antártida e Oceania são apenas continentes dispostos sem hierarquia.








ANAMORFOSES 

São projeções que irão representar as superfícies dos países em áreas proporcionais às quantidades dos itens que nelas queira se destacar.

Alguns exemplos:



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