terça-feira, 16 de abril de 2013

SOLO


É o nome que se dá à cobertura exterior da maior parte da superfície continental da Terra. É um agregado de minerais não-consolidados e de partículas orgânicas produzidas pela ação combinada do vento, da água e dos processos de desintegração orgânica.
A composição química e a estrutura física do solo em cada lugar estão determinadas pelo tipo de material geológico do qual se origina, pela cobertura vegetal, pelo tempo durante o qual a meteorização agiu, pela topografia e por mudanças artificiais resultantes das atividades humanas. Os componentes primários do solo são:
1) compostos inorgânicos, não dissolvidos, produzidos pela meteorização e pela decomposição das rochas superficiais;
2) os nutrientes solúveis utilizados pelas plantas;
3) diferentes tipos de matéria orgânica, viva ou morta, formada por restos vegetais, animais e húmus;
4) gases e água necessários para as plantas e os organismos subterrâneos.
Os solos mostram grande variedade de aspectos, fertilidade e características químicas, em função dos materiais minerais e orgânicos que os formam. A cor é um dos critérios mais simples para qualificar as variedades de solo. A regra geral, embora haja exceções, é que os solos escuros são mais férteis do que os claros.

Meteorização

Em geologia, é o processo de desintegração física e química dos materiais sólidos da superfície da Terra ou próximo a ela. A meteorização física rompe as rochas sem alterar sua composição, e a meteorização química decompõe as rochas alterando lentamente os minerais que as integram.
A meteorização física resulta das mudanças de temperatura e também é influenciada pela ação de alguns organismos vivos.
A meteorização química altera a composição mineral original da rocha de diferentes maneiras: dissolvendo minerais, produzindo uma reação química com o dióxido de carbono e mediante o processo de hidratação. A geomorfologia investiga como a meteorização, a erosão e outros processos criaram a paisagem atual.

Componentes do solo

O solo é composto de areia, argila, calcário e humo.
Areia
Massa desagregada de matérias minerais em estado granular fino, que consta normalmente de quartzo, com uma pequena proporção de mica, feldspato, magnetita e outros minerais resistentes. É produto da desintegração química e mecânica das rochas sob meteorização e abrasão.
Devido à sua permeabilidade, os terrenos arenosos secam rapidamente depois da chuva. Isso acontece porque o tamanho das partículas que formam a areia é grande. Quando elas se juntam, deixam espaços vazios entre si, por onde a água atravessa as camadas superficiais, indo depositar-se nas camadas mais profundas.
Argila
Rocha sedimentar, plástica e aderente quando umedecida. Endurece permanentemente após ser cozida ou calcinada. De grande importância na indústria, a argila é composta por um grupo de minerais aluminosilicatos, formados pela meteorização de rochas feldspáticas, como o granito. Existem argila de cor branca e de cor vermelha. A argila vermelha é usada em todos os tipos de cerâmica e na fabricação de ladrilhos, tijolos e outros produtos. A argila branca, também chamada de Caulim (caulino) ou argila chinesa é uma argila pura e suave, com plasticidade geralmente baixa, embora possa variar. O caulino puro é usado na produção de porcelana fina; as variedades impuras são usadas para fabricar vasilhas e ladrilhos, além de papel.
Depois de uma forte chuva, os solos ficam cobertos de poças de água. Isso acontece devido à impermeabilidade da argila. As partículas da argila são muito unidas e fecham os pequenos poros por onde a água poderia passar. Quando vem a seca, a argila racha e chega a romper as raízes das plantas.
Calcário
Tipo comum de rocha sedimentar, composta por calcita. O calcário cristalino metamórfico é conhecido como mármore. Muitas variedades formaram-se pela união de conchas do mar de diferentes animais marinhos. O calcário torna o solo permeável O calcário é usado na fabricação de cimento, cal, gesso, giz, etc.
Humo
Matéria orgânica em decomposição, encontrada no solo e procedente de restos de vegetais e animais mortos. O húmus é uma matéria homogênea, amorfa, de cor escura e inodora. Sem humo, o solo não é fértil.
Ao decompor-se em húmus, os restos vegetais se convertem a formas estáveis que podem ser utilizadas como alimento pelas plantas. Em áreas de cultivo, o húmus se esgota. Para restaurar o equilíbrio orgânico, é necessário acrescentar húmus ao solo sob a forma de composto ou esterco.
Tipos de solo

Arenoso: É permeável e seca facilmente. Possui cerca de 70% de areia.
Argiloso: É pouco permeável. Depois de receber uma grande quantidade de chuva, leva bastante tempo para secar. Possui cerca de 30% de argila.
Calcário: É permeável. Possui cerca de 30% de calcário.
Humífero: É permeável. Possui cerca de 10% de humo.

Preparação do solo

Técnica agrícola que possibilita manter ou melhorar a produtividade do solo. É a base da agricultura científica e implica em seis práticas essenciais: lavragem adequada, conservação da quantidade necessária de matéria orgânica, fornecimento de um nível conveniente de nutrientes, controle da contaminação do solo, manutenção da acidez correta do solo e controle da erosão.
O objetivo da lavragem é preparar o solo para o plantio. Tradicionalmente, essa preparação se realiza com a utilização de um arado, que penetra no solo e revolve a terra, arrancando ou eliminando as ervas daninhas, removendo e afofando as camadas superficiais do solo e deixando um leito com umidade suficiente para a germinação das sementes plantadas.
A conservação da matéria orgânica é importante para manter o solo em boas condições físicas, contendo a reserva integral de nitrogênio, bem como quantidades significativas de outros nutrientes, como fósforo e enxofre. Já que a maior parte dos vegetais plantados é colhida, a matéria orgânica que normalmente reverteria ao solo com a decomposição das plantas se perde. Para compensar essa perda, há vários métodos padronizados. Os dois mais importantes são a rotação de culturas e a fecundação artificial.
O fornecimento de nutrientes é uma prática essencial para evitar as deficiências do solo, que afetam a produtividade. Os nutrientes mais necessários para o crescimento correto das plantas são nitrogênio, potássio, fósforo, ferro, cálcio, enxofre e magnésio — todos presentes na maioria dos solos em quantidades variáveis. Além disso, a maior parte das plantas requer quantidades diminutas de substâncias chamadas micronutrientes ou elementos-traço. É possível prover o solo de todos esses elementos pela aplicação direta ou com o uso de fertilizantes artificiais específicos.
A manutenção de uma acidez específica é importante na preparação do solo, com a finalidade de controlar a adaptação das diversas culturas e da vegetação nativa aos diferentes solos.
O controle mecânico da erosão tem por objetivo evitar a perda da camada fértil do solo, o que constitui um dos problemas mais graves da agricultura. Quase sempre, essa perda deve-se à ação da água ou do vento sobre a superfície.

Rotação de cultivos

É a alternância entre as culturas plantadas de um ano a outro como meio de conservação do solo. Isso porque cad vegetal tem necessidade de substâncias diferentes. E suas raízes, por serem de tamanhos variados, vão buscar alimentos em camadas diferentes do solo.
Adubação
Outra forma de melhorar a qualidade do solo e repor os elementos nutritivos é a adubação. Adubar é misturar substâncias especiais - os adubos - com a terra.
Existem três tipos de adubação : orgânica, inorgânica e verde.
Adubação Orgânica : Feita à base de restos de animais ou vegetais, como: estrumes, folhas, galhos, frutas podres, etc. Uma vez apodrecidos esses restos se transformam em excelentes adubos.
Adubação Inorgânica : Feita com sais minerais. Estes podem ser extraídos do solo (como, por exemplo, o salitre-do-chile) ou obtidos quimicamente em indústrias de adubos (como os sulfatos). De acordo com a proporção desses produtos químicos, tais como sais de nitrogênio, potássio e fósforo, os adubos inorgânicos podem ser classificados em : nitrogenados, potássicos e fosfatados. Os adubos inorgânicos só devem ser utilizados depois de feita uma análise do solo. Assim, é possível fornecer ao solo exatamente o elemento de que ele está precisando.
Adubação Verde : Certos vegetais, conhecidos como leguminosas (feijão, soja e alfafa), possuem bactérias (um tipo de microorganismo) em suas raízes. Essas bactérias têm a capacidade de absorver o oxigênio do ar e transformá-lo em nitrato, um nutriente que a planta aproveita. Muitas vezes, o plantio de leguminosas faz parte da rotação de culturas, pois esses vegetais enriquecem o solo.
Irrigação
Prover a terra de água, por métodos diversos, para facilitar o crescimento das plantas. É praticada em todas as partes do mundo em que as chuvas não são suficientes para fornecer umidade ao solo. Nas áreas secas, a irrigação deve ser empregrada desde o momento em que se faz a semeadura. Nas regiões de pluviosidade irregular, é usada nos períodos secos para garantir as colheitas e melhorar seu rendimento. Esta técnica aumentou de forma notável a extensão de terras cultiváveis e a produção de alimentos em todo o mundo.
As terras irrigadas representam cerca de 15% das terras cultivadas, mas com freqüência rendem mais do que o dobro das não irrigadas. Contudo, a irrigação pode tornar o solo pantanoso ou aumentar sua salinidade (conteúdo em sal) até levar à destruição das colheitas. Esse problema afeta um terço das terras irrigadas do mundo.
Os registros mais antigos atribuem o uso original da irrigação aos egípcios, nas margens do rio Nilo, por volta de 5000 a.C. Já no ano 2100 a.C., utilizavam-se sistemas elaborados, como os canais, para desviar a água.
Atualmente, os quatro métodos principais usados na irrigação de culturas são a inundação, os sulcos, os aspersores e a irrigação por gotejamento. A irrigação por inundação é usada em culturas como a do arroz, em que o terreno é plano e a água abundante. Esse método também é empregado em plantações de algumas frutas.
A irrigação por sulcos é empregada em culturas plantadas em linha, como o algodão e as verduras. Os sulcos paralelos ou canaletas, usados para distribuir água nesse tipo de plantação, são por demais irregulares para serem inundados.
A irrigação com aspersores utiliza menos água e permite um melhor controle. Tal método é empregado principalmente em culturas como a da alfafa que, irrigada, possibilita várias safras anuais.
Drenagem
Ás vezes o solo apresenta-se completamente encharcado, isto é, com excesso de água. Um solo nessas condições perdeu completamente sua capacidade natural de drenagem, ou seja, de escoamento da água. Então é preciso fazer a drenagem artificialmente. Isso pode ser feito de diversas formas:
colocando sobre o terreno alagado uma certa quantidade de terra , para que esta enxugue a água em excesso; abrindo valas no terreno, para ajudar o escoamento da água; empregando bombas para retirar o excesso de água; fazendo declives no terreno, para facilitar o escoamento da água; usando manilhas perfuradas, que permitem o escoamento do excesso da água. O solo encharcado não é bom para a maioria das plantações. A água em excesso vai apodrecer as raízes das plantas, determinando a sua morte. Arejamento
A maior parte do ar utilizado pelas plantas é conseguida com o trabalho das folhas, durante a respiração. Mas o solo também precisa de uma certa quantidade de ar para ajudar a respiração das plantas, através das raízes. As minhocas contribuem para o arejamento do solo, pois estão sempre cavando túneis e revolvendo a terra à procura de restos vegetais dos quais se alimentam.
Se o solo está muito duro, a quantidade de ar que ele contém é muito pequena. Para melhorar o solo nesse estado, deve-se afofar a terra. O modo mais comum de fazer isso é por meio do arado, puxado por boi, cavalo ou trator. Geralmente esse trabalho é feito quando a terra que vai ser semeada é muito grande.
A isso se chama arar ou lavrar a terra. Quando a área a ser afofada é muito pequena, como um jardim, pode-se usar a enxada, a pá ou outra ferramenta apropriada.

Degradação do solo

Série de processos que levam à perda de qualidade dos solos, ou à sua redução quantitativa. A degradação pode ser causada por erosão, salinização, contaminação, excesso de drenagem, acidificação, laterização e perda da estrutura do solo, ou uma combinação destes fatores.
Os processos de degradação mais importantes são os causados pela ação da água, do vento e dos deslocamentos maciços (mais particularmente, a ação destrutiva da passagem continuada de veículos, pessoas e animais). A destruição das camadas ou horizontes superiores, que contêm matéria orgânica e nutrientes e o estreitamento do perfil do solo provocam a redução do rendimento das colheitas nos solos degradados.
Erosão
Eliminação das saliências ou reentrâncias do relevo, levando a um nivelamento ou colmatagem, como ocorre nos litorais, enseadas, baías e depressões. Hoje a geomorfologia já se contrapõe ao sistema didático que separa sedimentação de erosão, pois ambas fazem parte do processo erosivo, Juntamente com uma fase de erosão (gliptogênese), ocorre concomitantemente uma fase de sedimentação (litogênese), isso mostra que estas fases ocorrem ao mesmo tempo, só que em áreas diferentes.
Tomando por base a topografia do globo terrestre, em relação ao processo erosivo, pode-se considerar dois tipos de morfologia superpostas. Uma delas é a morfologia infra-estrutural do conjunto do relevo, a qual através de um mapa de escala grande, evidencia apenas as partes essenciais do relevo. Outro tipo de morfologia existente no relevo é o caos, mas estas dificilmente são mostradas no mapa, pelo fato de serem formas menores devido ao acelerado processo erosivo.
Certos autores tem o conceito de erosão de forma bem restrita, considerando-a apenas como a ação mecânica das águas correntes agindo de forma destrutiva. Não se justifica o fato de não se considerar como erosão, a ação química das águas promovida pelas águas correntes, uma vez que se considera no sentido amplo a deterioração das formas salientes. É possível se distinguir vários tipos de erosão, como: erosão acelerada, erosão elementar, erosão eólica, erosão fluvial, erosão glaciária, erosão marinha, erosão pluvial.
O geólogo e o geógrafo consideram erosão como, um conjunto de ações que modelam a paisagem. Já o pedólogo, agrônomo e engenheiro florestal, consideram-nas apenas do ponto de vista de destruição do solo.
Os geomorfólogos, através de análises experimentais em anos de estudo concluíram que, o relevo sofre rebaixamento de aproximadamente 1/10 de milímetro por dia pela ação erosiva, com isso foi estimado que após 7000. 000 anos haveria o arrasamento completo das terras emersas do globo terrestre. Porém esse fato não se comprovará, pois existe o rejuvenescimento de determinadas áreas da superfície da terra, produzida pela orogênese e pelo vulcanismo.
Os geólogos acreditavam que existiam períodos de erosão e períodos de sedimentação, No entanto o prof. A. Cailleux mostrou que esse fato não era verdadeiro. Esclareceu que o processo de erosão e sedimentação ocorrem no mesmo lapso de tempo, diferenciando apenas nas áreas de ocorrência. Com isso entende-se que, quando numa determinada área ocorre escavamento, ao mesmo tempo em outra está ocorrendo acumulação (sedimentação).
Enfim, a erosão é um processo natural de natureza física e química, que desgasta e corrói continuamente os solos e rochas da crosta terrestre. A maioria dos processos erosivos resulta da ação combinada de vários fatores, como o calor, o frio, os gases, a água, o vento, a gravidade e a vida vegetal e animal. Em algumas regiões predomina um desses fatores, como o vento nas zonas áridas. Há dois tipos principais de erosão: erosão geológica, que afeta as rochas e os solos, e a erosão exclusivamente dos solos ou edáfica.
Erosão geológica
Os fenômenos climáticos iniciam a erosão das rochas e causam alterações na superfície de suas camadas. Nos climas secos, a camada superior da rocha se expande, devido ao calor do sol, e acaba rachando pelo contato com as camadas inferiores. Se a rocha for composta de vários minerais, esses sofrem diferentes graus de expansão, o que contribui para o rompimento da mesma. O vento pode carregar diversos fragmentos e depositá-los em outro lugar, formando dunas. Em climas úmidos, a chuva atua tanto química como mecanicamente na erosão das rochas. Nos climas frios, o gelo rompe as rochas devido à água que penetra em suas fendas. A água dos arroios e rios é um poderoso agente erosivo; dissolve determinados minerais, e os seixos transportados pela corrente desgastam e arrastam os depósitos e leitos fluviais. Os rios gelados também causam a erosão de seus vales. Na costa, a erosão de escarpas rochosas e praias de areia é o resultado da ação do mar, das ondas e das correntes. As encostas suaves sofrem uma erosão laminar, com a formação de barrancos, durante a qual as águas de escoamento arrastam a camada fina superior do solo sem deixar rastros visíveis de erosão nessa superfície. Esse tipo de erosão pode ser compensado com a formação de novos solos. A erosão esculpe constantemente novos relevos na superfície da Terra.
Erosão do solo ou edáfica
Sem a intervenção humana, os danos ao solo decorrentes da erosão provavelmente seriam compensados pela formação de novos solos na maior parte da Terra.
Queimadas
Fogos naturais ou provocados que queimam a vegetação de uma floresta. Os silvicultores fazem distinção entre três tipos de incêndio florestal: os fogos de solo, que queimam a camada de húmus do solo da mata, embora não ardam de forma apreciável sobre a superfície; os fogos de superfície, que queimam o matagal e os resíduos superficiais e os fogos de coroa, que avançam pelas copas das árvores ou arbustos.
A maior parte dos incêndios florestais provém de descuidos humanos ou são provocados. São comparativamente poucos os incêndios originados pelos raios. As condições climatológicas influem na suscetibilidade que uma determinada área apresenta frente ao fogo. Estabelecendo a correlação entre os diversos elementos climatológicos e a inflamabilidade dos resíduos de galhos e folhas, é possível prever o risco de incêndio de um determinado dia, em qualquer localidade.

O Combate à Erosão

Os efeitos da erosão podem e devem ser evitados ou diminuídos através dos seguintes meios.
Plantação em Curvas de Nível: Num terreno em declive, o plantio deve ser feito em curvas de nível, ou seja, os sulcos onde são colocadas as sementes devem ser feitos em linhas que ocupam, cada uma, um mesmo nível do terreno. As curvas de nível apresentam as seguintes vantagens: Diminuem a força das enxuradas, evitando a erosão; aumentam a umidade do solo, por impediir a descida rápida da água; e aumentam a produção da lavoura, pois as substâncias nutritivas não são arrastadas pela água.
Formação de Terraços: Quando o terreno é muito inclinado, a plantação deve ser feita em faixas planas, semelhantes a degraus de uma escada. A grande vantagem desse método de plantio é diminuir a velocidade da água das chuvas. Assim, sua força não é suficiente para arrancar o solo, quando desce pela encosta.
Faixas de Retenção: Alguns vegetais, como o algodão, a mamona e o trigo, precisam ser plantados deixando-se grandes espaços entre um pé e outro. Nesses espaços deve-se plantar outro tipo de vegetal cujos pés possam ficar bem próximos uns dos outros, como é o caso da cana-de-açúcar. Numa plantação de algodão com faixas de cana-de-açúcar, as faixas de cana funcionam como verdadeiras barreiras para a enxurrada, isto é, funcionam como faixas de retenção. Dessa forma, a erosão torna-se mais difícil.
Cordões de Contorno: Nos terrenos em declive podem ser construídos pequenos diques ou barreiras, que servem para impedir que a água das chuvas escorra moro abaixo, levando consigo substâncias férteis que ficam na camada superficial do solo.

Solo e Saúde

Mesmo sabendo da grande importância que tem o solo, muitas vezes o homem não cuida bem dele:
·         O lixo é depositado em lugares inadequados;
·         O esgoto é lançado em valas descobertas;
·         Excrementos (fezes e urina) de animais ficam às vezes expostos no solo;
Águas poluídas pelas indústrias são lançadas no solo, onde ficam empoçadas. Tudo isso contamina o solo, tornando-o veículo de doenças: bactérias, fungos, ovos e larvas de vermes se desenvolvem no solo, pondo em perigo a nossa saúde. Quando uma cidade conta com um bom serviço de saneamento, as doenças não se espalham facilmente, ficando protegida a saúde da população.
Saneamento é a limpeza e a higiene do solo. Consiste na instalação de redes de água e esgotos, na canalização dos córregos, na eliminação de poças de água, na coleta do lixo, etc.
Eliminação de Resíduos sólidos (lixo)
Eliminação de materiais sólidos e semi-sólidos sem utilidade, gerados pelas atividades humanas ou animais. Há quatro categorias: resíduos agrícolas, industriais, comerciais e domésticos.
A eliminação de resíduos por intermédio de aterros sanitários é o método mais utilizado. Também se costuma incinerar os resíduos e uma pequena parte é usada como fertilizante orgânico.
Métodos de eliminação
O aterro sanitário é o modo mais barato de eliminar resíduos, mas depende da existência de locais adequados. Esse método consiste em armazenar os resíduos, dispostos em camadas, em locais escavados. Cada camada é prensada por máquinas, até alcançar uma altura de 3 metros. Em seguida, é coberta por uma camada de terra e volta a ser comprimida. É fundamental escolher o terreno adequado, para que não haja contaminação nem na superfície, nem nos lençóis subterrâneos. Além disso, o vazadouro deve ter boa ventilação.
Os incineradores convencionais são fornos, nos quais se queimam os resíduos. Além de calor, a incineração gera dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, dioxinas e outros contaminantes gasosos, cinzas voláteis e resíduos sólidos que não se queimam. É possível controlar a emissão de poluentes mediante processos adequados de limpeza dos gases.
A fabricação de fertilizantes ou adubos, a partir de resíduos sólidos, consiste na degradação da matéria orgânica por microorganismos aeróbicos. O húmus resultante contém de 1% a 3% de nitrogênio, fósforo e potássio.
Geração de recursos energéticos
É possível gerar energia a partir de alguns processos de eliminação de resíduos. Alguns incineradores aproveitam para gerar vapor e produzir eletricidade. A pirólise é um processo de decomposição química de resíduos sólidos por meio do calor em uma atmosfera com pouco oxigênio. Isto gera uma corrente de gás composta por hidrogênio, metano, monóxido de carbono (os três são combustíveis), dióxido de carbono, cinza inerte e outros gases.

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